segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Desencontro no Metrô



toda noite no meu vagão talvez
sentada no mesmo banco comigo
a felicidade cochile solitária

talvez na noite de metrô lotado
no vagão da frente a felicidade
vague perdida feito um pária

toda manhã na estação talvez
a felicidade procure nas catracas
por mim de forma arbitrária

talvez em itaquera hoje de manhã
a felicidade tenha cruzado comigo
da escada rolante contrária

akira – 18/09/2011.

4 comentários:

  1. Olá,

    Sou editor do site www.poemese.com e estou procurando novas iniciativas na área da literatura poética. Gostaria de contar com você na busca por pautas e eventos poéticos em sua cidade. Se possível nos envie por e-mail suas sugestões (contato@poemese.com), por twitter (@poemese) ou pelo Facebook (http://www.facebook.com/fbpoemese)
    Paz e Utopia
    Gledson Vinícius

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  2. Belo poema sobre a felicidade esse mistério, Akira!

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  3. "Transfiguração"

    Alma que sai do corpo
    como penugem da pele de pêssego.
    Água que sai da fonte:
    transparência clássica de corpo
    plástico.
    Curva que sai do olho:
    sinuosa curva das ondas do mar,
    fumaça que sai do fogo,
    tombo que cai do espasmo.

    Solilóquios debruçados no ar:
    retalhos de duvidar

    Escobar Franelas

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  4. Canção para Amy

    Você dá um pega
    bem dado
    e diz que tudo
    é somente sexo
    mas na manhã seguinte
    me liga chorando:
    estamos perdidos

    Você me olha do espelho
    e o sexo sumiu do seu olho
    O que será isso que vejo?

    Naquela noite no bar
    eu não te queria
    você deixou mil recados
    na caixa postal
    fomos ver o que tava rolando
    mas você foi embora
    e eu fiquei falando

    Você me olha do espelho
    e os sexo sumiu do seu olho
    o que será isso que vejo?

    Você me apresenta
    seu novo garoto
    e ele rápido percebe
    que eu te desejo tanto
    Quando vocês vão embora
    eu dou um bom trago
    e mergulho fundo copo

    Você me olha do espelho
    e o sexo sumiu do seu olho
    o que será isso que vejo?

    Cláudio Oliveira – 23/09/11.

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