segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

3º quarta autoral


vem aí o 3º quarta autoral da casa
amarela & the wall zé rock bar
data: 17/01/2018 - 4ª feira
horário: 19h30 às 22h30
local: the wall zé rock bar
rua igarapés, nº 1219a
jardim dos ipês - itaim paulista
programa:
. pocket show com darc maia
- poeta, compositor e cantor
. recital poético com rafael da silva carnevalli
- poeta, compositor e ativista cultural
- organizador do movimento aliança da praça - map
. microfone aberto por ordem de inscrição
e garantido até estourar o horário do evento
. gastronomia: será servido o lendário feijãozinho de
dona célia cabelo para arrecadar recursos para uma
ação cultural da casa amarela para produção no 1º
semestre de 2018, da 3ª edição da revista ramo e do
romance "um segredo na letra h", do poeta e
escritor mário neves
. realização: casa amarela & the wall zé rock bar


jardim de hideko 43


tempos difíceis
o kami de hideko é obrigado
a morar num boné véio
pingando estrelas
sol
chuva
e vento
(ofereço para o meu super compadre
e super poeta rubens vaz cavalcante)






bate papo com sacolinha


super feliz e honrado
por participar de um evento
do meu super compadre sacolinha

espero contribuir
com qualidade desta conversa 
com amigos que fazem arte na quebrada




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

eu, caricaturado por pedro galvão


ganhei de presente do meu
super compadre pedro galvão
uma caricatura que ficou
mais parecida comigo do que eu

pedro é um artista
da estirpe dos baitas

josé pessoa


certa tarde ele apareceu
parecia meio assustado
eu diria até encabulado
no sarau da casa amarela
e ficou por ali pelos lados
olhava tudo maravilhado
trazia um livro em suas mãos
com a história da sua vida
descrita de forma singela
palavras ditas com o coração
uma história comum a tantas
pra contar na casa amarela
quando ele foi chamado então
ao palco simples e pequeno
tremendo de medo e emoção
contou que veio ainda menino
do nordeste pra são paulo
perseguindo sorte e destino
pela primeira vez num palco
quase não conseguiu falar
que sofreu muito pra vencer
na cidade passou fome e frio
o pão que o diabo amassou
ele disse eu tive que comer
foram muitos anos de luta
construiu uma casa e casou
criou os filhos, se aposentou
descansou merecidamente
sem desviar de sua conduta
de honestidade e dura labuta
então por uns tempos ficou
enchendo a bunda de cachaça
dando milho aos pombos na praça
como diz a canção popular
até que certo dia se cansou
de esperar a morte chegar
comprou cadernos e canetas
abandonou bares e baralhos
pediu licença à sua patroa
e foi praticar o seu direito
de contar a história de vida
de josé severino pessoa
certa tarde ele apareceu
no sarau da casa amarela
trazia um livro em suas mãos
com uma história tão singela
escrita com tintas e lembranças
cultivadas em seu coração
akira – 02/01/2018.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018 (2)


posso não ter grana no bolso
nem comida na mesa
quando o ano virar
posso não ter 
os abraços dos amigos
nem o calor conveniente
de uma bebida no estômago
na hora da queima de fogos
posso não ter o vento no rosto
o brilho das estrelas nas mãos
nem uma canção pra dançar
não ter nem mesmo
a companhia dos meus cães
quando as sirenes tocarem
pouco me importa
posso não ter nada
só não posso ficar
sem sua mão pra segurar
quando o ano virar

akira - 31/12/2017.

dois mil e dezoito


dois mil e dezoito
vai ser duro e áspero
páreo duro
para o ano que passou
as porradas continuarão
vindo de todos os lados
a maioria à traição
na calada da noite covarde
e as mentiras continuarão
sendo repetidas pelos canalhas
até virarem verdades
em dois mil e dezoito
continuarei resistindo do meu jeito
dando murros em pontas de facas
e cavando trincheiras
de versos e canções
no chão do desespero e do ódio
para que o sonho não morra
e a amizade sobreviva
em dois mil e dezoito
espero que possamos ser felizes
na medida do possível

akira - 31/12/2017.