domingo, 22 de maio de 2011

Ivan Neris, ecos do Sarau da Casa Amarela ainda

a minha tese é que o meu amigo ivan neris não passa de um esperto farsante, um arisco poeta de mil carapaças e um certeiro atirador de artimanhas e carapuças que se esconde atrás de dezenas de muralhas e couraças, e digo mais, ele é um zagueiro de muita técnica que de primeira passa e sai jogando de cabeça erguida, mas quando necessário não tem escrúpulos de usar recursos de engodos e trapaças;

a minha tese é que ivan é uma construção de mil personagens de si mesmo, só descobri no sarau da casa amarela, quando ele abriu o seu coração e despedaçou a sua alma de vários ivans a dois metros de distancia da platéia estatelada, cada ivan mais verdadeiro que o outro, cada um mais incômodo que o outro, disparando saraivadas de poemas inquietantes que obrigavam todos a se remexer desconfortáveis nas cadeiras;

a minha tese é que os versos de ivan são de difícil digestão e causam desconforto como se avisassem que há algo errado nessa mesa de cozinha, que um soco é iminente na boca desse estômago, que um choque eletrico virá por esse chuveiro, que um cheiro ruim voltará desse bueiro, que um passarinho cagará nessa cabeça, que uma réstia de luz invadirá esse covil de renegados e que uma flor nascerá nesse antro mal frequentado;

a minha tese é que quando todas as artimanhas e trapaças foram descobertas, e quando as carapuças e carapaças cairam no chão dos engodos, incinerados pelo fogo da verdade e lirismo da sua poesia, e quando o seu peito se desnudou das couraças e coletes à prova de balas, e quando todos os ivans se desmancharam como bolhas de sabão no seu coração de ivan;
a minha tese é que nesse momento só restou o menino ivan neris com seu pé quebrado na madrugada incerta do sarau da casa amarela.

akira yamasaki – 17/05/2011.

a seguir, “maria e raimundo”, parceria de Ivan Neris com Tarcisio Hayashi, japa paraguaio, poeta e compositor genial dessa zona leste é nóis, onde os poetas nascem como erva daninha, captada pela mini-portátil de carlos alberto rodrigues.

3 comentários:

  1. Carlos Alberto - Zelador do Brooklin23 de maio de 2011 05:37

    Pessoal,



    Desculpe o mau jeito, mas minha parte só posso dizer "PUTAQUEOPARIU", vão escrever bem assim lá na CASA AMARELA.

    Concordo com numero genero e grau com o que ambos dissertaram nesta lindissima pagina.

    Parabens Escobar Franelas, parabens Akira Yamasaki.

    Meus Parabens também aos gigantes Ivan Neris, e Raberuan

    Que sorte a minha de ser conteporaneo de todos voces. Obrigado Deus.

    abraços a todos.



    do Big Charlie

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  2. Olá

    Sou professora de uma escola estadual e estou aqui lhe convidando para conhecer nosso blog de LIBRAS – VEJO VOZES, onde o nosso objetivo é expandir a Língua de Sinais, pois somos escola pólo para atendimento da pessoa com deficiência auditiva.
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    Abraços fraternos

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  3. Akira


    Akira que enganados acreditávamos estático,
    Sabe-se, morde-se, beija-se, comunica-se com febre,
    Arrefece os punhos e bate,
    Bate e bate e continuará batendo,
    Na porta cerrada dos ouvidos do medo,
    Sem sequer fazer segredo de sua intenção,
    Sem receio nem deslumbre,
    Movesse dentro, baila fora e diante dos olhos de todos,
    Berra seu permanente hino de batalha,
    Sua criadora fuligem de letras e virgulas e palavras.
    Akira poesia que madura e benevolente,
    Acalenta as amigas liras vadias,
    Sem receio nem ambições,
    Escorre lindamente da ternura dos dedos Yamazaquianos,
    E pelos anos vem cantando a vida e encantando almas,
    Que não conseguem permanecer inertes,
    Aos desenhos que o poeta colore,
    Entre as fronteiras do inóspito e da incerteza.


    Ivan Neris 10/06/2011

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