há alguns anos atrás, um amigo que trabalha comigo no metrô, o Marco Antonio Fernandes Araújo, que é um grande poeta, compositor e músico extraordinário, me falou do clube de compositores caiubí, do qual ele fazia parte. ele me falou com tanto entusiasmo que no mesmo dia entrei em sua página no site do clube e fiquei encantado com sua proposta cultural, as segundas autorais e os saraus, a divulgação e a promoção de poetas e compositores desconhecidos, a valorização de suas obras - fiquei tão impressionado que não tenho vergonha de confessar que copiei algumas ideias que encontrei ali e adaptei para as ações de arte e cultura que eu promovia em são miguel paulista, região onde atuo. lembro que um livro de poemas tinha sido lançado no segunda autoral anterior, não lembro do nome do poeta, mas lembro que alguns poemas belíssimos do livro estavam publicados no site e então sonhei comigo na ocasião, bem baixinho para ninguém ouvir, que um dia estarei no palco do caiubi. e não é que o sonho virou realidade? convidado pelo compadre Vlado Lima que conheci pessoalmente no sarau da maria estarei na próxima 2ª feira - 14/10, no caiubi 2 em 1, sopa de letrinhas & segunda autoral, acompanhado dos meus bróders Eder Lima, Escobar Franelas e Ligia Regina para mostrar um pouco o meu livro/cd "bentevi, itaim". peço aos meus compadres e comadres que divulguem, compartilhem e apareçam por lá na 2ª feira para mais uma noite de celebração da arte, da alegria e da amizade, noite que para mim será especial: pisar no palco do caiubí será como pisar num solo sagrado.
Meu nome é Akira Yamasaki e nesse espaço vou contar minhas histórias. Sou um poeta e agitador cultural nascido sob o signo maldito das insatisfações e das aflições inquietantes.
Carrego eternamente nos olhos embotados a dubiedade do meu coração inconstante e fantasmas descontentes arrastam correntes no meu noturno destino. Meu outro signo é a paixão que torna-me fraco, generoso e temente por aqueles por quem sou apaixonado.
Menino cheguei do interior do estado em 1964 na Curuçá - Itaim Paulista e desde então só tive dois endereços, a própria Curuçá e o Jardim das Oliveiras, onde moro desde 1975.
As indagas culturais entraram na minha vida em 1977 devido ao envolvimento com artistas da região de São Miguel e a fundação do Movimento Popular de Arte - o MPA, quando um rangido profundo realinhou as placas geológicas dos oceanos do meu cérebro, o tsunami pegou no tranco e comecei a escrever poesia e teatro como louco e a promover indagas como destino.
Nunca mais parei. Foi no MPA também que conheci Sueli Kimura, magra como um ramo espichado de sakura, japonesa de olhos indaquentos e inteligencia incômoda, beleza oriental de traços suaves e intrigantes. Paixão fatal e casamento.
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