terça-feira, 29 de outubro de 2013
miyuki (12)
parece pouco mas não cabe
parece ser mas não se sabe
parece presa quando preda
quando muito parece perda
parece pedra quando leve
quando abisma parece nave
quando eterna parece breve
quando ave avoa suave
quando caos parece cais
quando fogo submissa arde
parece excesso se haikais
sobressalto quando tarde
parece puta quando santa
quando pluma parece plena
só me acalmo quando plana
me adormeço quando canta
akira – 20/02/2013.
obrigado, caiubi (1)
estive na última 2ª feira - 14/10/2013, na condição de poeta
homenageado, no caiubi 2 em 1, um sarau que compreende
dois eventos em um só, o 2ª autoral e o sopa de letrinhas e
que tem uma das maiores concentrações de compositores e
grandes poetas por metro quadrado que já vi na minha vida.
além disso este evento, que é comandado pelo meu compadre
vlado lima apresenta um formato particularmente comovedor
para o poeta homenageado: numa espécie de varal são fixados
dezenas dos seus poemas e os presentes ao evento são
convidados a escolher um dos poemas para ler no palco do
caiubi, o que provoca um efeito que impacta e comove até às
lágrimas o homenageado da noite. sei disso porque na 2ª
tive vários dos meus poemas lidos por poetas do quilate de
carlos galdino, marco antonio fernandes araujo e cida sarraf,
dentre outros, e só eu posso calcular a emoção
exacerbada que se apossou de mim neste corredor polonês de
carinho afetuoso. por exemplo, como quando a minha comadre
cida sarraf, que é um afeto tão recente na minha vida mas já
tão arrebatador, declamou o poema abaixo, momento que foi
registrado pela lente espertíssima da minha querida amiga
selma sarraf bizon e transformado em vídeo. akira - 17/10/13.
"dias iguais
quando na noite profunda
meu coração está cansado
e minha alma sem salvação
devorada pelo silencio jaz
deito no travesseiro a cabeça
e de olhos fechados projeto
em câmera lenta os filmes
dos meus dias sempre iguais
afirmo que fiz tudo que pude
mastigo perdas e fracassos
as mesmas pequenas alegrias
inúteis, desprezíveis e banais
pois que a sina que cumpro
é de pássaro e não de cais
é de vento e não de pedra
é de guerra e não é de paz"
18º sarau da casa amarela recebe o sarau literatura nossa de suzano
já faz alguns anos que eu ouvia falar muito no poeta
sacolinha mas ainda não tinha tido a oportunidade de
conhecê-lo pessoalmente apesar de até termos estado
juntos algumas vezes no mesmo evento e espaço mas
separados por alguns minutos de diferença, ou seja,
quando eu chegava ele já tinha saído e vice-versa, e
eu até ficava imaginando como seria sua aparência,
se branco, se negro, se jovem ou se velho e, por conta
disso, com o passar dos anos ele foi povoando meu
imaginário com a uma aura meio indefinida de figura
lendária. ontem – domingo, 20/10/2013, ele esteve no
sarau da casa amarela com seus companheiros do
sarau literatura nossa de suzano e pude finalmente, ao
vivo e a cores e em carne e osso, conhecer o lendário
poeta sacolinha e confirmar por alguns poemas que
ele falou para o povo da casa, todas as suas qualidades
de poeta extraordinário e ímpar cuja poesia simples
fala a linguagem direta do povo. também fiquei
surpreso e extremamente sensibilizado com a grande
poesia e musicalidade dos poetas e escritores do sarau
nossa literatura de suzano e com o seu adiantado nível
de organização e ações realizadas para resolver alguns
problemas cruciais e inerentes aos grupos de arte e
cultura que atuam nas periferias, que são questões
referentes ao resgate e registro dos trabalhos dos
artistas populares e a criação da sua memória, a
criação e a ocupação de espaços culturais e a criação
de público para os trabalhos desenvolvidos. exemplo
concreto disso é o vídeo literatura, mistura de poesia e
cinema que já está na 2º volume e promove o registro
de trabalhos de seis integrantes do literatura nossa, a
saber, os poetas e escritores sidney leal, débora garcia,
elisabete da silva, sacolinha, francis gomes e nelson
olavo, vídeo esse que ao ser exibido provocou tantos
comentários e discussões que alguém teve que lembrar
que ontem era dia do sarau e não do blábláblá. na
verdade acho que acabou sendo um blábláblá dentro do
sarau da casa amarela de onde saí com a convicção de
que devemos estudar a experiência do literatura nossa
de suzano para aprender alguns atalhos para resolver
muitos dos nossos problemas cotidianos.
akira – 21/10/2013.
obrigado, caiubí (2)
uma das primeiras e talvez a mais forte lembrança que
eu tenho da infância é de quando ganhei de um tio no
dia das crianças, uma bicicleta daquelas com assento de
madeira, toda colorida em azul e amarelo, eu devia três
anos de idade mais ou menos e até hoje nunca esqueci
aquele momento de intensa alegria e felicidade. pois
não é que na última 2ª feira – 14/10, aos 61 anos de
idade ganhei novamente aquela mesma bicicleta? foi no
julinho’s clube onde estive na condição de poeta
homenageado do projeto caiubí 2 em 1, segundas
autorais & sopa de letrinhas, e fui alvo de mil e umas
demonstrações inequívocas de afeto, carinho e aplausos
pelo povo do clube de compositores e poetas caiubi que
literalmente me deixaram mijado de emoção e felicidade.
na figura onipresente de Vlado Lima, genial poeta e ativista
cultural que comanda esse impressionante movimento
de disseminação da arte e da cultura popular em sampa
deixo aqui meus comovidos agradecimentos a todos do
caiubí por este presente de dia das crianças que ganhei
neste 14 de outubro inesquecível: pisar no solo do palco
sagrado do caiubí e ainda ser aplaudido por seu povo.
akira – 18/10/2013.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
ticão
igreja dos pobres
no alto da montanha
em terras raberuãs
ermelina canção
igreja de fé cidadã
farol na escuridão
seu padre conhecem
pelo nome de ticão
akira – 13/10/2013.
18º sarau da casa amarela
18º sarau da casa amarela
confirmado: abertura da exposição "poética gráfica,
uma integração poético-visual", de manoel gonçalves,
o manogon, no 18º sarau da casa amarela
microfone aberto:
traga sua poesia
traga sua canção
traga sua claridade
quem vier será benvindo
convidado especial (1): sarau literatura nossa de
suzano (lançamento do vídeo literatura vol. II)
confirmado: abertura da exposição "poética gráfica,
uma integração poético-visual", de manoel gonçalves,
o manogon, no 18º sarau da casa amarela
microfone aberto:
traga sua poesia
traga sua canção
traga sua claridade
quem vier será benvindo
convidado especial (1): sarau literatura nossa de
suzano (lançamento do vídeo literatura vol. II)
Assinar:
Postagens (Atom)





























