nessa primeira manhã
de sábado de inverno
o sol é claro
e ameno, o vento
corro os olhos pelas redes
e as partes preparam armas
embustes e barricadas
para o vil combate entre irmãos
pressinto a proximidade
de tempos duros e infames
que já vi em outros filmes
meu coração se aperta
na vala do temor
akira – 22/06/2013.
domingo, 23 de junho de 2013
Treze aos quinze
eu tinha uns quinze anos na curuçá véia dos
meus primeiros enganos. depois de me achar
caído na rua, mais bêbado que um gambá e
de me levar para casa num carrinho destes
de pedreiro, de me dar banho e me colocar
na cama, pela vigésima vez mais ou menos,
minha mãe desistiu de mim: esse é treze de
pedra e não tem cura, de hoje em diante só
vou amá-lo e que seja o que deus quiser
akira – 21/06/2013.
meus primeiros enganos. depois de me achar
caído na rua, mais bêbado que um gambá e
de me levar para casa num carrinho destes
de pedreiro, de me dar banho e me colocar
na cama, pela vigésima vez mais ou menos,
minha mãe desistiu de mim: esse é treze de
pedra e não tem cura, de hoje em diante só
vou amá-lo e que seja o que deus quiser
akira – 21/06/2013.
volver
direita, volver
esquerda, volver
centro, volver
democracia, puta véia:
- sentido!
akira – 21/07/2013
esquerda, volver
centro, volver
democracia, puta véia:
- sentido!
akira – 21/07/2013
Éder e Lígia no 14º Sarau da Casa Amarela
somente hoje pude ver estas fotos de josé vicente,
da exposição de artes conjunta “facetas e silhuetas
viscerais / eu?”, de éder lima e lígia regina, que faz
parte do projeto diálogos intermitentes (gestão do
compadre escobar franelas) aberta no último sábado
- 15/06/2013 e realizada em conjunto com o 14º sarau
da casa amarela. e o que mais me chamou a atenção nas
fotos é que em todas elas, o palco e as paredes da casa
amarela estão plenas da alegria e da impressionante
claridade que escapam das cores e conceitos estéticos
das telas da exposição. as notáveis e surprendentes
mulheres viscerais de lígia e as dezenas de comoventes
álter-egos musicais de éder parecem querer fugir dos
quadros e paredes da casa para voar e passear nas ruas
de são miguel anunciando que a felicidade está morando
na casa amarela. logo depois de aberta a exposição, mal
e porcamente substituí o escobar nessa missão e ainda
bem que o éder emendou uma esclarecedora falação
sobre os trabalho expostos que ninguem reparou nas
minhas falhas, lígia e éder abriram também o sarau com
uma especial e inesquecível apresentação poético/musical
onde ficou claro o patamar de maturidade artística e
técnica alcançado pelo casal. hipnotizado como todos os
presentes ao evento vi de olhos fechados a certa altura,
o som do sax do éder e da voz de riacho cristalino da lígia
escapando do acanhado palco da casa para voar pelas
ruas de são miguel anunciando aos quatro ventos que a
poesia está morando na casa amarela.
akira – 21/06/2013.
da exposição de artes conjunta “facetas e silhuetas
viscerais / eu?”, de éder lima e lígia regina, que faz
parte do projeto diálogos intermitentes (gestão do
compadre escobar franelas) aberta no último sábado
- 15/06/2013 e realizada em conjunto com o 14º sarau
da casa amarela. e o que mais me chamou a atenção nas
fotos é que em todas elas, o palco e as paredes da casa
amarela estão plenas da alegria e da impressionante
claridade que escapam das cores e conceitos estéticos
das telas da exposição. as notáveis e surprendentes
mulheres viscerais de lígia e as dezenas de comoventes
álter-egos musicais de éder parecem querer fugir dos
quadros e paredes da casa para voar e passear nas ruas
de são miguel anunciando que a felicidade está morando
na casa amarela. logo depois de aberta a exposição, mal
e porcamente substituí o escobar nessa missão e ainda
bem que o éder emendou uma esclarecedora falação
sobre os trabalho expostos que ninguem reparou nas
minhas falhas, lígia e éder abriram também o sarau com
uma especial e inesquecível apresentação poético/musical
onde ficou claro o patamar de maturidade artística e
técnica alcançado pelo casal. hipnotizado como todos os
presentes ao evento vi de olhos fechados a certa altura,
o som do sax do éder e da voz de riacho cristalino da lígia
escapando do acanhado palco da casa para voar pelas
ruas de são miguel anunciando aos quatro ventos que a
poesia está morando na casa amarela.
akira – 21/06/2013.
14º Sarau da Casa Amarela, por João Caetano
Nós, Eder, Lígia e Carlos e o agora
Acho o poeta Zé Vicente um cara muito legal, embora
Acho o poeta Zé Vicente um cara muito legal, embora
a gente conviva pouco, em alguns temas temos plena
concordância. No sábado, 15 de junho, fomos juntos
para a Casa Amarela, onde os nossos amigos Eder
Lima e Lígia Regina fariam uma apresentação. De
quebra, ainda teríamos a presença do poeta Carlos
Moreira, vindo de Rondônia para dar uma canja
luxuosa de seu futuro livro “Cardume”.
No caminho, eu e o Zé falamos das lembranças que
No caminho, eu e o Zé falamos das lembranças que
temos do MPA. Mas nós temos claro que o tempo
passou e a gente recorda o que se foi, para que esse
passado, com seus acertos e erros, ilumine o presente.
E nosso presente é repleto de inesquecíveis momentos
que também ficarão na memória. Ficará certamente em
nossa memória a apresentação de Eder Lima e Lígia
Regina. Ela foi de tirar o fôlego. Primeiro ele nos
brindaram com uma exposição de quadros, pinturas com
temática feminina feitas por Lígia e trabalhos de
xilogravura sobre a música e a arte compostas por Eder.
Depois vieram as canções várias, embaladas pela voz de
Depois vieram as canções várias, embaladas pela voz de
sereia de Lígia, acompanhada pelo saxofone de Eder. E
eles fizeram a gente sonhar, voar, refletir. Ouvimos
música de qualidade, acompanhamos também a inspirada
composição de Eder sobre um poema de Cláudio Gomes
e tantas outras belezas sem fim.
Em seguida, eles contaram com o apoio desse excelente
Em seguida, eles contaram com o apoio desse excelente
músico e compositor Ronaldo Ferro, do Sílvio Kono,
Sílvio de Araújo, Francisco Américo, além das várias
canjas de músicos e poetas.
E para completar a tarde/noite iluminada da Casa Amarela,
E para completar a tarde/noite iluminada da Casa Amarela,
Carlos Moreira declamou seus poemas sobre a arte e a sua
necessidade de iluminar a realidade. Realidade que precisa
sim ser iluminada nos tempos sombrios que vivemos.
Ou seja, tivemos um fim de semana inesquecível. Na
Ou seja, tivemos um fim de semana inesquecível. Na
sexta-feira, houve o lançamento do CD de Ronaldo Ferro
na Casa de Farinha e no sábado a festa completou-se.
Realmente, não há razões para se apegar ao passado.
Precisamos, sim, entender suas lições e viver esse presente
tão rico que temos ao alcance das mãos.
Viva Eder Lima, Lígia Regina, Ronaldo Ferro o nosso
Viva Eder Lima, Lígia Regina, Ronaldo Ferro o nosso
convidado ilustre Carlos Moreira. Enfim, viva todos nós
que estamos aqui. E o domingo foi para repensar os dias
anteriores e se preparar para a segunda-feira, que também
ficará em nossa memória.
É preciso viver, e muito, para ter o que recordar.
É preciso viver, e muito, para ter o que recordar.
sábado, 22 de junho de 2013
Aconteceu no 14º Sarau da Casa Amarela 3
carlos
um boto amazônico, sedutor e sorridente, do tipo
cavaleiro andante, de nome carlos moreira passou
por são miguel
ele foi na casa de farinha, na casa amarela também
redutos santificados de poetas especiais onde sem
maiores cerimônias promoveu espantos e indagas,
mudanças de estados, crateras de incertezas e,
principalmente, semeou generosidades e fascinou
francisco xavier, joão caetano, escobar franelas,
jose vicente de lima, lígia regina, solange e sílvio
kono, sueli kimura, ronaldo ferro, silvio de araújo,
inês santos, selma e tião baia, sacha arcanjo, fábio
lima, betinho rio, gilberto braz, carmelita saraiva,
sandra dos anjos, claúdio gomes, arnaldo bispo do
rosáio, zulú de arrebatá, big charlie, jorge gregório,
francisco américo, luka magalhães, célia yamasaki,
carlos scalla, fátima bugolin, fátima andrade, celia
maria ribeiro, manogon gonçalves, sandra e
rosilena arruda e tantos que me fogem à memória,
e não contente com as presepadas que aprontou
ainda me chamou de xogum, mesmo sabedor que
sou apenas vassalo de contextos e circunstâncias
fortuitas, e destinos que desabam em nossas mãos
sem que saibamos a procedência
querem mesmo saber?, tive uma vingança quando
carlos caminhava para subir no palco da casa de
farinha com seu passo otimista de boto prestes ao
bote e ali no escuro que separa a expectativa do
tablado, crime de lesa majestade, dei-lhe um tapa
inusitado, enchi a mão, confesso, e bem dado na
sua bunda que ele por fim perdeu o rebolado por
um instante, mas foi só por um breve instante. a
seguir, carlos fala o poema "o que pode a arte num
mundo fascista", bem a calhar para os tempos em
qu estamos vivendo.
akira – 18/06/2013.
um boto amazônico, sedutor e sorridente, do tipo
cavaleiro andante, de nome carlos moreira passou
por são miguel
ele foi na casa de farinha, na casa amarela também
redutos santificados de poetas especiais onde sem
maiores cerimônias promoveu espantos e indagas,
mudanças de estados, crateras de incertezas e,
principalmente, semeou generosidades e fascinou
francisco xavier, joão caetano, escobar franelas,
jose vicente de lima, lígia regina, solange e sílvio
kono, sueli kimura, ronaldo ferro, silvio de araújo,
inês santos, selma e tião baia, sacha arcanjo, fábio
lima, betinho rio, gilberto braz, carmelita saraiva,
sandra dos anjos, claúdio gomes, arnaldo bispo do
rosáio, zulú de arrebatá, big charlie, jorge gregório,
francisco américo, luka magalhães, célia yamasaki,
carlos scalla, fátima bugolin, fátima andrade, celia
maria ribeiro, manogon gonçalves, sandra e
rosilena arruda e tantos que me fogem à memória,
e não contente com as presepadas que aprontou
ainda me chamou de xogum, mesmo sabedor que
sou apenas vassalo de contextos e circunstâncias
fortuitas, e destinos que desabam em nossas mãos
sem que saibamos a procedência
querem mesmo saber?, tive uma vingança quando
carlos caminhava para subir no palco da casa de
farinha com seu passo otimista de boto prestes ao
bote e ali no escuro que separa a expectativa do
tablado, crime de lesa majestade, dei-lhe um tapa
inusitado, enchi a mão, confesso, e bem dado na
sua bunda que ele por fim perdeu o rebolado por
um instante, mas foi só por um breve instante. a
seguir, carlos fala o poema "o que pode a arte num
mundo fascista", bem a calhar para os tempos em
qu estamos vivendo.
akira – 18/06/2013.
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